No século I a.C. o grego Lucrécio, dando continuidade às ideias dos primeiros atomistas,
escreveu que a luz solar e o seu calor eram compostos de pequenas partículas.
A ideia de que a luz seria um corpúsculo vem desde a Antiguidade, com o atomismo de Epicuro e Lucrécio.
Contudo, somente no século XVII, a teoria corpuscular para a luz consolidou-se como um conjunto de
conhecimento capaz de explicar os mais variados fenómenos ópticos. O seu principal expoente nesse
período foi o filósofo natural inglês Isaac Newton(1643-1727).
A luz é uma onda eletromagnética, cujo comprimento de onda se inclui num determinado intervalo dentro
do qual o olho humano é a ela sensível. Trata-se, de outro modo, de uma radiação electromagnética que
se situa entre a radiação infravermelha e a radiação ultravioleta. As três grandezas físicas básicas
da luz são herdadas das grandezas de toda e qualquer onda eletromagnética: intensidade (ou amplitude),
frequência e polarização.
No caso específico da luz, a intensidade se identifica com o brilho e a frequência com a cor.
Um raio de luz é a trajetória da luz em determinado espaço e sua representação indica de onde a
luz é criada (fonte) e para onde ela se dirige.
De acordo com a teoria da relatividade restrita, toda radiação eletromagnética, incluindo a luz visível,
se propaga no vácuo a uma velocidade constante, comumente chamada de velocidade da luz, que é uma constante da Física,
representada por c e é igual a 299.792.458 m/s, equivalente a 1.079.252.849 km/h.
A cor é uma percepção visual provocada pela ação de um feixe de fótons sobre células especializadas da retina,
que transmitem através de informação pré-processada ao nervo óptico, impressões para o sistema nervoso.
A cor de um objeto é determinada pela frequência da onda que ele reflete. Um objeto terá determinada cor
se não absorver os comprimentos de onda que correspondem àquela cor. Assim, um objeto é vermelho se absorve
preferencialmente as frequências fora do vermelho.
A LÂMPADA
Desde o início do século XIX, vários inventores tentaram construir fontes de luz à base de energia elétrica.
Humphry Davy, em 1802, construiu a primeira fonte luminosa com um filamento de platina, utilizando-se do efeito Joule.
Outros vinte e um inventores construíram lâmpadas incandescentes antes de Thomas Alva Edison,
que foi o primeiro a construir a primeira lâmpada incandescente comercializável em 1879,
utilizando uma haste de carvão (carbono) muito fina que, aquecida acima de aproximadamente 900 K,
passa a emitir luz, inicialmente bastante avermelhada e fraca, passando ao alaranjado e alcançando o amarelo,
com uma intensidade luminosa bem maior, ao atingir sua temperatura final, próximo do ponto de fusão do carbono,
que é de aproximadamente 3 800 K.
O conceito de raio de luz foi introduzido por Alhazen. Propagando-se em meio homogéneo, a luz percorre trajetórias retilíneas;
somente em meios não-homogêneos a luz pode descrever trajetórias curvas.
Foi Albert Einstein, usando a ideia de Max Planck, que conseguiu demonstrar que um feixe de luz são pequenos pacotes de energia e
estes são os fótons, logo, assim foi explicado o fenômeno da emissão fotoelétrica.
A confirmação da descoberta de Einstein se deu no ano de 1911, quando Arthur Compton demonstrou que quando um fóton colide com um elétron,
ambos comportam-se como corpos materiais.
Todos os objetos emitem radiação magnética, denominada radiação térmica, devido à sua temperatura.Também é possível que a luz seja
emitida de objetos frios; esse fenômeno é chamado luminescência. Os exemplos incluem as lâmpadas fluorescentes, relâmpagos,
mostradores luminosos, e receptores de televisão.